Meu nome é Otto Alexandre Monteiro Altorfer, mas podes me
chamar de Alex.
Vivo com minha esposa Patrícia e minha linda filhinha
Sophia, que dá sentido a nossas vidas. Sou tradutor técnico e literário.
Sou amante da boa música. Curto o Jazz, as trilhas
sonoras do cinema, a música new age, clássica, world music, celta, eletrônica,
Rock, e ainda um pouco de pop e MPB.
Amo bons filmes de todos os gêneros, em especial os
grandiosos épicos de ficção histórica como Gladiador, Titanic, Tróia,
Alexandre, Ben Hur, Spartacus, e a Paixão de Cristo. Também
curto épicos de aventura como O Senhor dos Anéis e King Kong. Ficção científica
tanto hard (2001, Contato) como soft (Jornada nas Estrelas, Guerra
nas Estrelas), mas não muito soft ou eu vomito. Adoro boa comédia. Filmes
de terror raramente são bons.
Amo livros. Tenho uma considerável biblioteca em casa.
Leio livros de ficção histórica, ficção científica, e não ficção, estes últimos
sobre religião, ciência, e filosofia. Um pouco de auto ajuda também não faz mal
a ninguém.
Sou onívoro. Gosto de gastronomia Japonesa, italiana,
indiana, alemã/suíça, árabe, brasileira. Aprecio a cozinha vegetariana mas
também gosto de um churrasco, desde que as regras do abate humanitário dos
animais sejam respeitadas. Chocólatra incurável, amo chocolates finos com
alta porcentagem de cacau. O bom café espresso me é indispensável.
Sou cristão episcopal anglicano, em plena comunhão com a
Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, província da Igreja da Inglaterra.
Freqüento a Catedral Anglicana de São Paulo, onde sirvo como ministro leigo,
encarregado da distribuição do Santíssimo Sacramento e da leitura do Evangelho.
No contexto do anglicanismo sou um “broad church liberal”, pois sou
teologicamente progressivo e liberal.
Cresci na tradição batista e tenho profundo respeito pela
mesma. Foi na igreja batista que, ainda na infância, eu aceitei a Jesus Cristo
como Senhor e Salvador de minha vida. Isto significa que identifiquei a Jesus e
seus ensinamentos como ponto de contato entre minha alma e a Base do Ser.
No decorrer de minha caminhada cristã minha forma de
pensar se deslocou do fundamentalismo evangélico para o liberalismo teológico,
o que inviabilizou minha permanência na tradição batista. No Brasil e no sul
dos Estados Unidos, na região do “Cinturão da Bíblia”, a maioria das igrejas
batistas são tenazmente fundamentalistas, não tolerando o livre pensamento
acerca da Bíblia e doutrinas agregadas. Por outro lado, há muitos batistas
liberais no norte dos Estados Unidos, assim como na Inglaterra e Europa
continental. Se eu morasse lá, provavelmente seria batista até hoje.
Aqui no Brasil fui calorosamente acolhido na Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, que possui grande elasticidade teológica. Com o passar dos anos me
identifiquei profundamente com a tradição anglicana, ricamente litúrgica e
solidamente ancorada na história. No rito anglicano eu elevo meu espírito e
toco a Realidade de Deus todos os domingos, de tal forma que sou inspirado a
vivenciar o Sagrado por toda a semana.
Sou evolucionista teísta. Isto simplesmente significa que
creio em Deus, mas não creio que Ele possa (ou deva) ser usado como explicação
para preencher lacunas em nosso conhecimento científico. Quando algo ainda não
foi explicado pela ciência, não devemos usar Deus como desculpa para não
pesquisar e elucidar o fenômeno. Creio que Deus criou a matéria com
propriedades evolutivas, regidas pelas leis da física e química. Creio que tudo
na criação é processo, e que todos os processos da natureza podem ser
explicados sob a ótica do naturalismo metodológico da ciência. Repudio o
criacionismo em todas as suas formas, inclusive o tal do “desígnio inteligente”
ou “DI”, que não passam de pseudociências divulgadas por pessoas emocionalmente apegadas a interpretações literais da Bíblia.
Percebo a história natural do cosmo, da Terra, e da vida
como o Grande Épico que relata nossas origens como seres humanos. Vejo o Grande
Épico da ciência como um novo mito, que complementa os antigos mitos de criação
das antigas religiões, expandindo extraordinariamente nossa cosmovisão.
Ser cristão liberal é seguir a Jesus Cristo com liberdade
de pensamento. É poder questionar a todos os dogmas e doutrinas da “ortodoxia”.
É interpretar as Escrituras Sagradas de forma benigna e predominantemente
metafórica. É ter uma fé que se harmoniza com os fatos da natureza, com a
realidade descrita pelas ciências naturais. É compreender o cristianismo como
um caminho a ser percorrido, e não como um conjunto rígido de dogmas e
doutrinas a serem cridos. O ethos da fé cristã é mais importante que seu episteme.
Ser cristão liberal é evangelizar sem proselitismo.
É respeitar, tolerar, e dialogar com pessoas de outras religiões. Ser
cristão liberal é não considerar o cristianismo como a única religião detentora
da verdade, nem como detentora de verdades absolutas. Quando eu convido alguém
para visitar minha igreja, é porque sei que lá temos algo de bom para oferecer.
Somos uma comunidade acolhedora que abraça ao próximo na alegria e na dor, que
valoriza a pessoa humana, e que acompanha as vidas dos que nela comungam do
início ao fim, desde o batismo, crisma, casamento, até a morte. Oferecemos
estrutura social, aconchego, amizade, estímulo para viver, o que é feito sem
ameaçar as pessoas com o fogo do inferno.
Ser cristão liberal não é aceitar e tolerar tudo, mas
fazê-lo dentro dos limites da razão, pois nem todas as religiões são igualmente
corretas. É obvio para qualquer observador bem informado que o budismo, por
exemplo, é muito superior à cientologia. É correto ter ojeriza por seitas que
controlam as mentes das pessoas. É correto detestar a todo o charlatanismo e
picaretagem que se apresentem em nome de Deus. Tolerar tudo não é liberalismo,
apenas burrice.
Com este Blog pretendo abordar vários assuntos
relacionados à ciência, filosofia, religião, teologia, ecologia, e assuntos
agregados, de uma perspectiva cristã liberal, progressiva, e
evolucionista.