Todas as gerações do passado se percebiam como o centro
do universo. Sentíamo-nos especiais, e nossas antigas cosmologias refletiam
isto. Éramos a criação mais sublime de Deus, o estado da arte da criatividade
divina. Sempre fomos antropocêntricos, mas desde que Copérnico empurrou a Terra
para fora do centro e Newton desvendou um cosmo mecanicista, um mal-estar sobreveio
a humanidade. Destronados pela ciência, nossos mitos perderam seu apelo centralizador.
Passamos a ser apenas poeir...
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